Plantão de Notícias

31/07/2009

Fonte: APACEF/RJ

O Fardo de uma baixa auto-estima

O FARDO DE UMA BAIXA AUTO-ESTIMA

 

Muitas pessoas passam toda uma vida carregando em si uma baixa auto-estima. Sentem-se ignoradas, marginalizadas, inferiorizadas no seu relacionamento com Deus, consigo e com as outras pessoas.
Neste tempo de Advento, a graça divina nos convida a aceitar a presença de Cristo em nossa vida, nos acolhendo, dando-nos segurança e criando em nós uma auto-estima sadia e vigorosa.
A pastora e psicóloga Ângela M. Pierangeli, em seu livro Lança teus fardos, faz considerações significativas a respeito do carregar em si o “fardo de uma baixa auto-estima”. A seguir, algumas considerações da pastora Ângela.
“Uma das coisas pelas quais sou muito agradecida a Deus é o privilégio de ser amada e valorizada por minha família, desde a minha infância. As várias experiências familiares incutiram em mim um ‘senso de pertencer, de ser amada e valorizada’, formando um bom e firme alicerce de auto-estima que me tem sustentado em todas as etapas de minha vida.
Contudo, diariamente encontro e lido com pessoas que, lamentavelmente, não tiveram o mesmo privilégio. Algumas cresceram sendo “entupidas de bens materiais, sem receber, porém, demonstração de amor. Outras cresceram ouvindo críticas de todos os tipos, como: ‘Você não consegue fazer nada direito!’ Muitas só eram valorizadas ...], recebendo palavras de aprovação, quando apresentavam ‘algumas conquistas’. Na ausência destas, sentiam-se desprezadas e não ‘valorizadas’.
Através destas de outras de fontes de ‘percepções internas e externas’, formaram uma auto-estima deturpada, negativa e conclusiva no sentido de não possuírem grande valor.
Essas pessoas, dotadas de uma ‘auto-estima negativa’, sofrem de maneira intensa ao experimentarem, através de reflexões, avaliações e de seus próprios sentimentos, uma compreensão diária de que suas vidas e suas histórias não são significativas (Eu não tenho valor e significado).
Como resultado, muitas delas se isolam, acreditando que não têm nada a contribuir na construção das histórias daqueles que a rodeiam. Outras desenvolvem mecanismos de agressividade, acabando por construir, através desses, muralhas que as afastam dos outros como fontes processos dolorosos de culpa, acreditando que não são capazes nem mesmo de conseguir e merecer o amor e aprovação dos outros.
Como conseqüência do desenvolvimento do ‘sentimento de culpa, muitos têm profunda dificuldade em crer, aceitar e usufruir o ‘amor incondicional’ de Deus, que nos ‘acolhe’ e ‘aceita’ exatamente como somos e apesar do que somos. É comum encontrarmos pessoas que ‘lutam’ por merecer a graça de Deus e que se sentem constantemente ‘perseguidas’ pela impressão de que, em algum momento, irão falhar e conseqüentemente ser abandonadas por Deus.
Infelizmente, algumas pessoas, inclusive cristãs, despendem imensa energia buscando conquistar aquilo que só Jesus pôde conquistar por nós na cruz: a nossa aceitação por Deus (obra da graça divina).
Uma ‘baixa auto-estima’, uma imagem deturpada de quem verdadeiramente somos e do que, pela graça de Deus, podemos vir a ser, pode levar-nos também a desenvolver ‘sentimentos de inferioridade’ ou ‘falsa humildade’, de ‘insegurança’ ou, ainda, de ‘inadequação’.
É importante enfatizar que, enquanto pessoas, criadas à imagem e semelhança de Deus, precisamos experimentar, desde o momento de ‘nossa concepção’ até o momento de ‘nossa morte’, três sentimentos básicos, que nos garantem uma auto-estima equilibrada e sadia.
Primeiro: Experimentar aceitação incondicional. Sentir que somos importantes pelo que somos e não somente pelo que fazemos. Deus, em Sua graça, nos aceita incondicionalmente.
Segundo: Reconhecer, através de nossa próprias experiências e também do olhar e da fala do outro, nosso valor próprio, saber que temos com o quê contribuir na construção da história, seja em nível pessoal ou social.
Terceiro: Ter sentimento de competência, sabendo que somos capazes de sonhar, criar, produzir e conquistar (Deus, em Cristo, nos capacita e nos chama a participar com nossos dons em sua obra de amor e reconstrução da vida humana, da natureza e da sociedade).
Neste fim de ano, em especial no Natal, podemos crer e experimentar a “maravilhosa graça divina” presente na pessoa de Jesus. Ele restaura a nossa auto-imagem, cria em nós o sentimento de aceitação, de nosso valor e competência. Essa maravilhosa graça pode conduzir-nos ao suprimento dessas necessidades porque é exatamente em meio à graça de Deus e por causa dela que podemos ser o que somos e ir além do que somos para chegar à estatura da imagem e semelhança de Cristo.
Aproveite o fim de ano e faça uma sincera e humilde avaliação de si mesmo, verificando o nível atual de sua auto-estima.
Acolha em sua vida a graça amorosa, perdoadora, sustentadora e restauradora de Cristo, recebendo dEle o que é fundamental para o seu viver: a dádiva de um novo ser e de uma nova vida.
Agradeço a psicóloga e pastora Ângela M. Pierangeli por autorizar a reprodução, neste espaço, de trecho de um livro seu.

NELSON LUIZ CAMPOS LEITE

 

 

 


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