Plantão de Notícias

25/11/2009

Fonte: APACEF/RJ

Discurso de abertura proferido pelo presidente, Olívio Gomes Vieira, no dia 16, na Sessão Solene de Abertura do XXXI Simpósio Nacional dos Economiários Aposentados e Pensionistas da Caixa

 Todos têm , na vida que recebemos emprestada pelo Criador, um compromisso diário com a coragem de viver. Esse compromisso começa com o nascimento e se renova, sempre e indefinidamente, na medida em que tenhamos um desafio a superar.

Para mim, dessa vez, não está sendo diferente. Tenho vivido assim desde quando a APACEF RJ foi indicada para sediar e executar a realização do XXXI Simpósio dos Economiários Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal e com ela os desafios decorrentes.

Desafios em iam desde a escolha dos locais dos eventos que compõem um acontecimento tão importante e que ainda luta por sua melhor estruturação, até a aceitação e a compreensão de realizar-se um empreendimento de porte tão majestoso numa hora e num momento em que todos os aposentados e pensionistas da Caixa Econômica, e aí incluo suas lideranças, suportam um de seus piores momentos e que, por conta disto, temos pouco a comemorar.

Temos uma lista infindável de pendências recorrentes e que se arrastam ao longo do tempo, mas não podíamos rejeitar o desafio da realização de um Encontro para sua discussão simplesmente porque estaríamos amedrontados com as críticas que, por certo, viriam.

E que vieram, implacáveis, como sempre e como devem ser as críticas.

Foi para não desperdiçar a oportunidade do debate que sempre perseguimos é que aceitamos encargo de tão elevado custo político associativo.

Conseguimos vencer os obstáculos para convencer aos que, se opunham à pretensão de realizarmos o Evento que hoje, orgulhosamente, oferecemos a todos os companheiros e parceiros de nossa luta.

Todos sabem que o Rio de Janeiro tem motivos de sobra para sediar nosso Evento maior de congraçamento e discussão.

Fazemos-no, pela segunda vez, num razoável espaço de nove anos e já trazemos novidades profundas em sua organização, pois conseguimos homenagear três economiários ilustres que contribuíram de maneira expressiva, todos em sua época, pelo engrandecimento da Caixa Econômica e da FUNCEF.

Temos dois Patronos e um Presidente de Honra.

Os Patronos: Álvaro Robin Romano e Idimar Ramos Bastos que representam de maneira honrada e eficiente os economiários desde quando ainda éramos uma Autarquia Federal e que Deus, na sua inatingível Sabedoria, nos tomou prematuramente levando-os para Sua companhia sem se importar com a dor que nos causou, mas que assim o fez para ensinar-nos a lição de superação da tristeza que as suas ausências nos trouxeram.

O Presidente de Honra, nosso estimado José Lambert de Mattos Dodibei, representa o marco do carinho que ainda lhe temos e que esperamos possa se estender de maneira egoisticamente assumida pelo tempo que as amizades sólidas exigem e cobram da eternidade.

Minhas senhoras e meus senhores, prezados companheiros de luta e de jornada, ilustres convidados que prestigiam a nossa festa certos de que a partir do encerramento deste Encontro, no próximo dia 20 que já se aproxima, celeremente, o Movimento Associativo Economiário dos Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro sofrerá modificações expressivas na sua forma de agir e no comportamento de seus Representantes dos quais, esperamos, de coração, sejam contaminados positivamente para estimular a união e a força de que precisamos nos nutrir, mais que nunca, e assim encontrarmos o caminho na solução dos problemas e pendências de uma lista imensa que ainda nos preocupa e nos aflige.

Dos temas que serão motivo de palestras e debates em nossa agenda de trabalho destaco um, já muito próximo, que se avizinha como obstáculo sério e difícil para superar.
Estou falando da longevidade e das conseqüências atuariais que acompanham a sua aplicação e influência nos Regulamentos dos Planos de Benefícios da FUNCEF.

Não bastassem as circunstâncias ainda pendentes para a implantação plena da AT – 1983, já nos obrigam pensar na adoção de nova Tábua Atuarial (AT – 2000) que, para a sua utilização irremediável, nos impõe pensar no assunto com bastante preocupação por força das medidas que deverão ser tomadas para a sua execução.

Já conseguimos viver muito mais tempo e isto se, por um lado, nos deixa felizes pelos avanços que a medicina vem experimentando, por outro, obriga-nos, como participantes de um Fundo de Pensão a pensar bastante para definirmos sobre a melhor maneira de absorvermos essa nova realidade.

Com certeza teremos que examinar sobre a conveniência de adoção de uma nova Tábua Atuarial que contemple de maneira confortável para a FUNCEF e para nós (participantes, assistidos e pensionistas) a nova migração que já se desenha, pois bem conhecemos as dificuldades já trazidas pela existência dos vários Planos de Benefícios que a FUNCEF administra e que, obrigatoriamente, precisam ter observadas as suas peculiaridades em razão dos direitos individuais já adquiridos por seus integrantes e que, por isto, não podem ser tocados ou modificados sem um estudo dedicado e específico.

A situação é séria e precisa ser olhada por esse viés, por todos nós, para que depois, ninguém possa dizer que não sabia ou não tinha ouvido falar do tema.

Ressalto senhores, a complexidade e a importância do assunto.

Em razão disso, perguntamos: Qual seria a nossa alternativa mais prudente?

Seria, por exemplo, a constituição de um Fundo que sedimentasse sua base com recursos advindos dos resultados eventualmente superavitários para enfrentar os custos necessários ao pedágio dessa migração evitando, assim, acréscimos ou aumentos nas parcelas de contribuição tanto da Mantenedora quanto dos participantes, assistidos e pensionistas?

Quem sabe?

Esperemos que a FUNCEF já esteja, desde algum tempo, providenciando essa reserva garantidora que propicie transpor essa nova etapa de maneira bem tranqüila, pois se assim não for feito, teremos que enfrentar algumas turbulências atuariais desagradáveis, porém necessárias, nessa travessia imposta por uma circunstância benéfica a todos nós, mas que, ao premiar nosso envelhecimento com mais tempo de vida, ironicamente, nos obriga a um pedágio remuneratório para compensar a longevidade conquistada.

Hoje se vive mais e com mais saúde.

E a conseqüência direta disso é o reflexo direto nos Planos de Benefícios de qualquer Fundo de Pensão.

E não será diferente com a FUNCEF.

Esse raciocínio vale tanto para quem ainda está em fase de contribuição, quanto para os que já estão em gozo de benefícios.

O Simpósio que a APACEF realiza, agora, é o momento adequado para discutir com profundidade o tema que destaquei, pois não sabemos em quanto tempo mais poderemos reunir a grande massa de associados que nos honra com a sua vida.

Não podemos desperdiçar a oportunidade que se oferece para a discussão e debate de um assunto que já deve ser escolhido como o grande diferencial entre todos os Encontros por nós já realizados.

A Carta Compromisso de Ação será o documento histórico do XXXI Simpósio Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal e será entregue à Mesa Diretora no próximo dia 20 de novembro e nela, por certo, estará este assunto incluído com o destaque e a importância que merece.

Para finalizar desejo, mais uma vez, a todos os nossos participantes, seus acompanhantes e convidados uma feliz estada no Rio de Janeiro para que, sob as bênçãos do nosso Cristo Redentor possamos inscrever nas páginas de nossa história economiária o Evento que ora inauguramos não só como motivo de orgulho e de realizações, mas, especialmente, como um marco efetivo de mudança na forma de ver e resolver as nossa coisas.

Muito obrigado a todos que nos prestigiaram com suas presenças.

 

 


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